Sua conta vive no seu celular, o que a torna conveniente — e significa que a segurança do seu dinheiro depende em parte de quão bem protegido esse aparelho está.
A maior parte do que ajuda são configurações que você ajusta uma vez e deixa assim. Elas estão listadas aproximadamente em ordem de quanta diferença fazem. Se você só tem alguns minutos, as três primeiras são as que valem a pena.
O essencial
1. Um bloqueio de tela, e um razoavelmente forte
Se o seu celular abre facilmente, o resto importa menos.
O desbloqueio facial ou por digital funciona bem para o dia a dia.
Um código de backup de seis dígitos ou mais é consideravelmente mais difícil de adivinhar que um de quatro.
Datas de nascimento e dígitos repetidos ou sequenciais estão entre as primeiras combinações testadas.
Um tempo curto de bloqueio automático limita quanto tempo um celular desbloqueado fica aberto.
Geralmente em Configurações › Segurança no Android, ou Ajustes › Face ID e Código no iPhone.
2. Manter o sistema operacional e os apps atualizados
O item menos interessante da lista e um dos mais eficazes. As atualizações costumam corrigir falhas de segurança que já estão sendo exploradas, então um software com vários meses de atraso pode estar sem correções que já são públicas.
Ativar as atualizações automáticas faz com que isso aconteça sem que você precise pensar. Se o seu celular já não recebe atualizações de segurança do fabricante, vale considerar isso na hora de decidir se troca de aparelho.
3. Instalar apps apenas pelas lojas oficiais
Google Play e App Store são as fontes mais seguras.
Arquivos de instalação enviados por mensagem, e-mail ou link merecem ser recusados, mesmo vindos de alguém que você conhece, já que a conta dessa pessoa pode não estar sob o controle dela.
Conferir o nome do desenvolvedor ajuda, porque cópias fraudulentas reutilizam o mesmo nome e ícone do app.
No Android, deixar desativada a instalação de fontes desconhecidas fecha um caminho comum.
Permissões
4. Permissões de acessibilidade
O serviço de acessibilidade do Android existe para que pessoas com deficiência possam usar seus celulares. Ele permite que um app leia o que está na tela, registre o que é digitado e interaja com a interface em nome do usuário.
Essa combinação é também o que os malwares bancários procuram. Eles não precisam de senha — podem esperar a conta ser aberta normalmente e agir a partir daí.
Vale revisar quais apps têm essa permissão, geralmente em Configurações › Acessibilidade. Qualquer um que você não reconheça claramente é um candidato razoável à remoção; se um app legítimo precisar, ele pedirá de novo.
Vale saber: um pedido para instalar um app e conceder permissões de acessibilidade, feito por alguém que entrou em contato com você, é um padrão comum de golpe. Nós não pediremos isso.
5. Outras permissões de apps
Um app que solicita bem mais acesso do que sua função sugere merece uma segunda olhada. As permissões mais relevantes aqui são SMS, telefone, contatos, microfone, câmera, localização e sobrepor a outros apps — esta última permite que um app desenhe uma tela por cima de outra.
Geralmente em Configurações › Privacidade em ambas as plataformas.
6. NFC
O NFC permite pagar aproximando o celular de uma maquininha. Ele também está envolvido em uma técnica que cresceu em 2026, na qual a pessoa é convencida a instalar um app e depois a aproximar o cartão do celular para verificá-lo — momento em que o celular lê o cartão e transmite os dados para outro lugar.
Desativar o NFC quando não estiver pagando reduz a exposição. Não existe nenhum motivo legítimo para alguém pedir que você aproxime o cartão do celular para verificá-lo.
O que o app já faz, e o que você pode ajustar
7. Desbloqueio por biometria dentro do app
Além do bloqueio do seu celular, o app tem o dele. Ativar o desbloqueio facial ou por digital para abrir o app e confirmar transações significa que alguém com um celular desbloqueado na mão ainda assim não consegue movimentar dinheiro.
8. Verificar seu endereço de e-mail
Seu número de telefone identifica sua conta, e os códigos de verificação são enviados para ele por padrão. Os códigos também podem chegar ao seu e-mail depois que ele estiver verificado.
Verificá-lo dá a você uma via adicional para receber códigos e recuperar o acesso caso perca o número de telefone — por perda, roubo ou um problema com a operadora. É útil deixar isso pronto antes de precisar.
9. Uma sessão por vez
Entrar em um aparelho novo encerra qualquer sessão anterior, de modo que apenas uma fica ativa por vez. Se você achar que outra pessoa está com a sua conta aberta, entrar você mesmo encerrará a sessão dela.
10. Entrar em um celular novo
Se você trocar de celular, ou entrar em um aparelho que não reconhecemos, pediremos que você tire uma selfie. Leva alguns segundos, e ela precisa ser tirada na hora — uma foto salva ou uma captura de tela não passa na verificação. É isso que impede que alguém com os seus dados entre na conta pelo próprio aparelho. Boa iluminação, câmera limpa e estável, e estar sem óculos e sem boné geralmente fazem funcionar de primeira.
Vale saber: só pedimos isso dentro do app, como parte do login.
11. Sua senha e seus códigos
Sua senha fica melhor fora de notas, fotos e contatos salvos.
Usar uma senha diferente da do celular e de outros apps limita o impacto se uma delas for exposta.
O código de seis dígitos enviado por SMS, WhatsApp ou e-mail é de uso único e destinado apenas a você. Nunca pediremos esse código.
12. Capturas de tela
As telas de transferência de dinheiro e de dados do cartão são as mais visadas quando alguém é convencido a compartilhar a tela. Um pedido para capturá-las, ou para compartilhar a tela com elas abertas, merece cautela — não existe nenhum motivo legítimo para alguém precisar vê-las.
Quando você está na rua
Wi-Fi público. Redes abertas merecem ser evitadas para transações financeiras; os dados móveis são geralmente mais seguros. Desativar a conexão automática a redes conhecidas evita entrar nelas sem perceber.
Bluetooth. Deixá-lo desligado quando não estiver em uso é uma redução de exposição pequena e fácil.
Em público. Cobrir a tela ao digitar sua senha ainda ajuda — a observação por cima do ombro continua sendo uma forma comum de descobrir senhas.
Carregadores USB públicos. Seu próprio carregador em uma tomada evita a dúvida. Se usar uma porta USB desconhecida, selecionar "apenas carregar" é a opção mais segura.
Se o seu celular for perdido ou roubado
Contate sua operadora para reportar a linha, já que os códigos por SMS continuariam chegando naquele número.
Entre na conta por outro aparelho, o que encerra a sessão no celular perdido.
Congele seu cartão no app.
Troque sua senha.
Fale conosco pelo chat do app, ou escreva para help@arqfinance.com a partir do seu e-mail cadastrado.
Apague o celular remotamente, se tiver isso configurado.
Registre a perda ou o roubo junto às autoridades competentes.
Configurar com antecedência a localização e o apagamento remotos, e guardar o número da sua operadora em um lugar que não seja o celular, facilita tudo na hora.
Uma revisão rápida
Bloqueio de tela com biometria e código de seis dígitos ou mais
Atualizações automáticas ativadas
Apps instalados apenas pelas lojas oficiais
Permissões de acessibilidade revisadas
Outras permissões de apps revisadas
NFC desligado quando não estiver em uso
Desbloqueio por biometria ativado dentro do app
Endereço de e-mail verificado
Senha não anotada em lugar nenhum
Localização e apagamento remotos configurados
O básico: nunca pediremos sua senha, seus códigos de verificação nem os dados completos do seu cartão, e não oferecemos suporte por telefone nem por mensagem direta. Se um mensagem gerar dúvida, fechá-la e abrir o app você mesmo é a verificação mais confiável.
