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O que são investimentos de renda fixa?

Renda fixa é a categoria de investimentos em que você empresta seu dinheiro a um banco, a uma empresa ou ao governo e recebe de volta o valor investido mais juros, com as regras de rentabilidade definidas no momento da aplicação. É daí que vem o nome "fixa": você sabe desde o primeiro dia como seu dinheiro vai render, mesmo quando o valor final depende de um indicador econômico.

Três siglas que aparecem sempre

  • CDI: taxa de referência do mercado interbancário, que acompanha de perto a Selic. É o principal parâmetro dos investimentos pós-fixados.

  • Selic: a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Banco Central.

  • IPCA: o índice oficial de inflação do país.

Quais são os tipos de rentabilidade?

  • Prefixada: a taxa é definida no momento da compra (por exemplo, 12% ao ano).

  • Pós-fixada: rende um percentual de um indicador, normalmente o CDI ou a Selic (por exemplo, 105% do CDI) — a rentabilidade acompanha os juros da economia.

  • Híbrida: combina uma taxa fixa com a inflação (por exemplo, IPCA + 6% ao ano).

Quais tipos de produto existem?

Os seguintes títulos estão disponíveis para investir pela ARQ:

  • CDB (Certificado de Depósito Bancário): você empresta dinheiro a um banco, que usa esses recursos para financiar suas atividades. Os rendimentos são tributados e o título conta com a cobertura do FGC. O CDB de liquidez diária é um tipo específico que permite resgatar o dinheiro a qualquer momento, sem esperar o vencimento e sem perder a rentabilidade acumulada — em geral, uma boa opção para reserva de emergência.

  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário): título emitido por bancos para financiar o setor imobiliário. A grande vantagem é a isenção de Imposto de Renda para pessoa física. Tem cobertura do FGC e costuma exigir um prazo mínimo de carência de 9 meses antes do resgate.

  • LCA (Letra de Crédito do Agronegócio): funciona como a LCI, mas os recursos financiam o agronegócio. Também isenta de Imposto de Renda para pessoa física e coberta pelo FGC.

  • CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários): título emitido por securitizadoras, lastreado em pagamentos futuros do setor imobiliário (aluguéis, prestações de financiamento). Isento de Imposto de Renda para pessoa física. Diferente da LCI, não conta com a cobertura do FGC. O resgate acontece no vencimento.

  • CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio): funciona como o CRI, mas é lastreado em recebíveis do agronegócio. Também isento de Imposto de Renda para pessoa física e sem cobertura do FGC.

  • Debêntures: títulos de dívida emitidos por empresas para financiar seus projetos. Costumam pagar taxas mais altas que os títulos bancários, o que reflete o risco do emissor. As debêntures incentivadas (ligadas a projetos de infraestrutura) são isentas de Imposto de Renda para pessoa física; as demais são tributadas. Nenhuma delas tem cobertura do FGC.

  • Tesouro Direto: aqui você empresta ao Governo Federal. Existem títulos prefixados (Tesouro Prefixado), pós-fixados (Tesouro Selic) e híbridos (Tesouro IPCA+). Os rendimentos são tributados.

  • LC (Letra de Câmbio): apesar do nome, não tem nenhuma relação com moeda estrangeira: é o "CDB das financeiras". Você empresta a uma instituição financeira que não é um banco. Costuma pagar taxas um pouco mais altas e conta com a cobertura do FGC.

  • LF (Letra Financeira): título de longo prazo emitido por bancos, com investimento mínimo elevado e sem cobertura do FGC. Em troca, costuma oferecer taxas mais altas que um CDB.

Quais ativos de renda fixa brasileira estão disponíveis?

Todos os títulos disponíveis para investimento estão em Render > Investir. Para cada título você encontra: emissor, taxa, data de vencimento, liquidez, valor mínimo e tributação. A lista muda com frequência: a oferta depende da disponibilidade de cada emissor, e os títulos podem esgotar ou ser substituídos ao longo do dia.

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